segunda-feira, 4 de julho de 2011

Rio, real

Rio Real que marchas
Inclemente grotão
manchando teu leito
Poeira no chão

Um pedaço de lembrança
de um passado altivo
hoje peregrino de chuvas
de um sertão esquecido

jogo em tuas águas
a minha ilusão humana
de ver-te belo, caudaloso
como em outras paragens emana

quero ver um Rio Verde
com sua mata siliar
quero meu Poço Real
de natureza singular

quero vê-lo verde
Real real
Quero vê-lo Rio
Real real

Zé Araújo
05.09.2010

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